Estimulação precoce... conhecendo um pouco mais!
O estímulo precoce, como o próprio nome já diz, tem como objetivo
desenvolver e potencializar, através de jogos, exercícios, técnicas,
atividades, e de outros recursos, as funções do cérebro do bebê, beneficiando
seu lado intelectual, seu físico e sua afetividade. Um bebê bem estimulado
aproveitará sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao seu meio, de uma
forma mais simples, rápida e intensa.
Todos sabem que os bebês nascem com um grande potencial e
que cabe aos pais fazer com que este potencial se desenvolva ao máximo de forma
adequada, positiva e divertida.Para entender este processo, é necessário que
entendamos primeiro, com é o amadurecimento do ser humano. Ao contrário dos
animais, os seres humanos somos muito dependentes dos nossos pais desde que
nascemos. Demoramos mais para caminhar e dominar nosso ambiente. Tudo depende
da aprendizagem que tivermos. Apesar de a nossa capacidade estar limitada pela
aprendizagem, nossas habilidades estão relacionadas à sobrevivência. Sem o
aprendizado, nos convertemos em seres indefesos, sós, e expostos a todo o bem
ou mal. Por outro lado, se aprendemos, nosso cérebro adaptável, nos permitirá
crescer e sobreviver diante das situações mais adversas. A estimulação
precoce o que faz é unir esta adaptabilidade do cérebro à capacidade de aprendizagem, e fazer com que os bebês
saudáveis amadureçam e sejam capazes de adaptar-se muito melhor ao seu ambiente
e às diferentes situações. Não se trata de uma terapia nem de um método de
ensino formal. É apenas uma forma de orientação do potencial e das capacidades
dos mais pequenos. Quando se estimula um bebê, está se abrindo um leque de
oportunidades e de experiências que o fará explorar, adquirir destreza e
habilidades de uma forma mais natural, e entender o que ocorre ao seu redor.
Quando e como estimular um bebê
Colocar em prática uma estimulação
precoce, é uma decisão absolutamente pessoal. Os pais são os que podem decidir
se a querem ou não aplicá-la ao cotidiano do seu filho. No entanto, se decidem pelo estímulo
precoce, deverão iniciá-lo o mais breve possível, já que, segundo os
especialistas, a flexibilidade do cérebro vai diminuindo com a idade. Desde o
nascimento até os 3 anos de idade, o desenvolvimento neuronal dos bebês alcança
seu nível máximo. A partir dos 3 anos, começará a decrescer até sua total
eliminação aos 6 anos de idade, quando já estarão formadas as interconexões
neuronais do cérebro do bebê, fazendo com que seus mecanismos de aprendizagem
sejam parecidos ao de uma pessoa adulta. É claro que continuarão aprendendo,
mas não ao mesmo ritmo e com todo o potencial de antes.
Todos os bebês experimentarão
diferentes etapas de desenvolvimento que podem ser incrementadas com uma
estimulação precoce. Para isso, deve-se reconhecer e motivar o potencial de
cada criança individualmente, e apresentar-lhe objetivos e atividades adequadas
que fortaleçam sua auto-estima, iniciativa e aprendizagem. A estimulação que o
bebê recebe nos seus primeiro anos de vida, constituem a base do seu
desenvolvimento futuro.
Além das atividades que se aplicam na estimulação
do bebê, é muito importante destacar que o ambiente também é uma ferramenta
que devemos considerar. O ambiente não é somente um lugar tranqüilo,
onde se respira respeito, tolerância, paciência, o acordo e a união, também são
as pessoas que acompanham ao pequeno. Se o bebê conta com a companhia de
pessoas significativas para ele, como é o caso dos seus pais, eles se sentirão
apoiados em seu vínculo afetivo, em suas habilidades e destrezas. A estimulação
será mais completa.
Fonte: guiainfantil.com
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